Muito antes de qualquer reino se erguer, Valkaria, deusa da ambição, das aventuras e da própria humanidade, ousou desejar mais do que lhe era permitido. Por isso, foi condenada. Transformada em uma estátua colossal, aprisionada à vista de todos, tornou-se um lembrete eterno do preço da ousadia. Os vinte deuses decretaram que apenas um feito impossível poderia libertá-la: um grupo de mortais deveria atravessar vinte masmorras — cada uma criada por uma divindade — e provar-se digno de restaurar aquilo que foi selado.

Anos depois, um grupo de aventureiros, forjado em jornadas pelo mundo e fortalecido após salvar um nobre inexperiente de um dragão, chegou à capital sem imaginar que pisaria no centro de uma profecia. Lá descobriram a existência das misteriosas Lágrimas de Valkaria, relíquias dispersas pelo mundo capazes de iniciar o Desafio Divino. Ao conquistar uma delas e buscar a bênção do sumo sacerdote Kalamar, deram o primeiro passo rumo a algo que ultrapassa glória, ouro ou renome: desafiar os próprios deuses.

No caminho, uniu-se a eles Clemente, um esqueleto aspirante a cavaleiro cuja determinação rivaliza com a de qualquer herói vivo. Desde então, vitórias vieram acompanhadas de perdas. Companheiros tombaram nas profundezas, novos aliados surgiram das cinzas, e o grupo seguiu adiante. Seis provações já ficaram para trás — as masmorras de Taron, Ragnar, Glórienn, Lena, Azgher e Allihanna — e a sétima, forjada por Hynnin, está prestes a ser superada.

Mas a cada desafio vencido, uma pergunta se torna mais incômoda: os deuses realmente desejam que Valkaria seja liberta, ou o desafio é apenas uma forma elegante de garantir que ninguém sobreviva até o fim? A ambição move heróis. E, desta vez, pode ser a única chama capaz de desafiar o próprio Panteão.