O Tratado da Centelha nasceu como uma promessa de equilíbrio entre as três maiores potências mágicas do mundo: a Grande Academia Arcana, guardiã do saber; Wynlla, reino onde a magia pulsa como sangue nas veias da terra; e Vectora, cidade onde todo feitiço tem preço. Representantes cruzavam fronteiras em nome da diplomacia. A paz era frágil, mas funcional — até que um emissário da Academia foi encontrado morto no coração de Velenara, uma das cidades mais influentes de Wynlla.

A resposta veio rápida demais. Yulis, representante político de Velenara, espalhou cartas oferecendo (não tão) generosas recompensas a quem solucionasse o crime. Foi assim que os heróis se reuniram. O que parecia uma simples investigação revelou fissuras muito mais profundas: intrigas semelhantes surgiam nas outras potências, como se o próprio Tratado estivesse sendo corroído por dentro. E, quanto mais avançavam, mais o nome de uma divindade esquecida surgia nos registros antigos — Taltaf, o Deus Menor dos Elementais, aprisionado e apagado da memória do mundo há séculos.

Ao vasculharem um templo ancestral, os aventureiros despertaram algo que jamais deveria ter sido tocado. Uma fonte antiga reacendeu nas criaturas elementais, como se um coração adormecido tivesse voltado a bater. Yulis, revelado como o único clérigo conhecido de Taltaf, tentou silenciá-los antes que percebessem a verdade. Foi derrotado — mas deixou pistas suficientes para indicar que estudava a própria origem da magia.

Toda magia emana de uma única fonte, dividida em seis grandes fluxos — seis rios de mana que percorrem o mundo: terra, ar, luz, trevas, água e fogo. Agora, esses rios começam a oscilar e o Tratado da Centelha ruiu em meio à instabilidade política. Será que estão correlacionados? Enquanto as potências se afastam e a tensão cresce, algo muito maior se move nas correntes invisíveis da criação.

Por que Taltaf foi punido? Quem ousou aprisionar um deus? E, mais importante: a libertação dessa centelha foi um erro… ou o primeiro passo para restaurar uma verdade que o mundo jamais deveria ter esquecido?